Gigante do agro, Cooxupé lidera exportações brasileiras de café arábica
29/05/2026
(Foto: Reprodução) No Complexo Japy, café da Cooxupé é preparado para compor os blends que são exportados
Crédito: Divulgação.
Na exportação de café brasileiro, a Cooxupé ocupa uma posição estratégica ao conectar a produção de milhares de cooperados ao mercado internacional. Com embarques para 50 países, em cinco continentes, a cooperativa atua tanto no fornecimento em larga escala, característico do mercado de commodities, quanto na ampliação da presença em cafés especiais.
Exportação como eixo do negócio
A exportação é o eixo central da operação: cerca de 80% das atividades da cooperativa estão ligadas ao mercado externo. Ao longo das últimas décadas, a Cooxupé estruturou uma operação que integra recebimento, beneficiamento, armazenagem e logística, com destaque para o escritório em Santos (SP), responsável por conectar a produção ao fluxo internacional de exportações.
Esse modelo permite atender diferentes perfis de compradores, desde grandes torrefadoras e tradings globais, no mercado de commodities, até clientes que buscam cafés com maior valor agregado, com foco em qualidade, origem e rastreabilidade em todas as operações. A base produtiva, formada por mais de 21 mil cooperados, em sua maioria pequenos produtores, sustenta essa diversidade de oferta.
Em 2025, a cooperativa respondeu pelo embarque de 6.078 milhões de sacas de café, sendo destinadas 4.8 milhões de sacas para a exportação direta e 1.2 milhão para o mercado interno. Por vários anos seguidos, a Cooxupé é líder brasileira nas exportações de café tipo arábica, segundo ranking do Cecafé - Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
Presença global e novos mercados
A atuação internacional inclui agendas estratégicas no exterior. A cooperativa por exemplo em novembro de 2025, esteve presente na China International Import Expo (CIIE), realizada em Xangai, uma das principais vitrines globais para importadores, reforçando a presença brasileira em um mercado em expansão no consumo de café.
Avanço nos cafés especiais
No segmento de cafés especiais, a atuação da SMC Speciality Coffees, empresa controlada pela Cooxupé, amplia a inserção da cooperativa no mercado de cafés especiais. Em 2025, somente a SMC registrou embarque total de 192,7 mil sacas, sendo 167,9 mil destinadas ao mercado externo, para 24 países.
Entre os principais destinos estão Estados Unidos, Países Baixos, Suíça, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul. A estratégia inclui a intensificação do relacionamento com compradores e presença constante em eventos do setor, ampliando a visibilidade dos cafés especiais no mercado internacional.
Cafés especiais produzidos pelos cooperados da Cooxupé alcançam países por meio da SMC, a casa de cafés diferenciados controlada pela cooperativa
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Qualidade como estratégia de mercado
Os resultados também se refletem no aumento da qualidade e na valorização dos cafés. Programas como o “Especialíssimo” e o “Donas do Café” têm impulsionado a produção de lotes diferenciados, ampliando a oferta de cafés com padrão sensorial elevado e rastreabilidade, atributos cada vez mais demandados no mercado internacional.
Criado para valorizar a produção de cafés especiais entre os cooperados, o Especialíssimo reconhece os melhores lotes de cada safra e acompanha o crescimento da qualidade ao longo dos anos. “A cada edição, somos surpreendidos com o avanço da produção de cafés de qualidade dos nossos cooperados”, diz o vice-presidente da cooperativa, Osvaldo Bachião Filho.
Já o projeto “Donas do Café” tem ampliado a participação feminina na produção de cafés especiais e contribuído para a geração de microlotes diferenciados, com maior valor agregado e aceitação em mercados internacionais.
O presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, destaca o impacto dessas iniciativas.
“Quando atuamos de forma conjunta, conseguimos ampliar nossa presença nos mercados mais exigentes”, afirma.
Processo de classificação do café define padrão de qualidade da bebida para formação dos blends encaminhados ao mercado internacional
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Estrutura para competir no mercado global
A estrutura operacional é um dos pilares da atuação internacional da cooperativa. Com unidades distribuídas em regiões estratégicas, armazéns e um sistema logístico integrado, a Cooxupé garante padronização, escala e eficiência, fatores determinantes para manter competitividade tanto no mercado de commodities quanto no de cafés especiais.
Combinando volume, diversidade de oferta e presença internacional, a cooperativa se posiciona como um dos principais elos entre a produção cafeeira brasileira e o mercado global.